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A procura ativa de emprego implica alguma orientação e essa pode residir na elaboração de um bom plano pessoal de emprego (PPE). Mas em que consiste, a quem se destina e qual a real importância do PPE? Vamos esclarecer todas as suas dúvidas.

Antes de mais, se está à procura de uma nova oportunidade de trabalho e inscrito no centro de emprego da sua área de residência, saiba que pode (e deve) fazer um plano pessoal de emprego à sua medida, sozinho ou com a ajuda de um técnico.

Esta poderá ser a porta de reentrada no mercado de trabalho, com objetivos bem definidos para aquilo que deseja da sua vida profissional.

Não sabe por onde começar? Nós ajudamos.

Plano Pessoal de Emprego (PPE): perguntas e respostas

Para começar, reunimos algumas perguntas e respetivas respostas sobre o plano pessoal de emprego.

O que é?

O Plano Pessoal de Emprego (PPE) está previsto no artigo 16º do Decreto-Lei n.º 220/2006, relativo ao regime jurídico de proteção social da eventualidade de desemprego dos trabalhadores por conta de outrem.

De acordo com o disposto na lei, trata-se de “um instrumento de co-responsabilização, contratualizado entre o centro de emprego e o beneficiário, em que, de acordo com o perfil e circunstâncias específicas de cada beneficiário bem como do mercado de trabalho em que se insere, se definem e estruturam ações que visam a sua integração no mercado de trabalho” logo que o mesmo se inscreva no centro de emprego, para uma procura ativa de trabalho.

A quem se destina?

O Plano Pessoal de Emprego deve ser elaborado por todos os desempregados inscritos no centro de emprego.

No entanto, esta é uma boa base de partida para uma procura ativa de emprego para todos os que procuram novas oportunidades de trabalho. Trata-se de uma estratégia para alcançar objetivos concretos, de acordo com o respetivo perfil e currículo.

Procura ativa de emprego

A procura ativa de emprego consiste no conjunto de iniciativas realizadas de forma autónoma e continuada pelo desempregado, com vista à sua inserção no mercado de trabalho.

Incluem-se aqui:

  • Respostas a anúncios de emprego;
  • Respostas ou apresentações a ofertas de emprego divulgadas pelo serviço de emprego;
  • Apresentação de candidaturas espontâneas;Iniciativas com o objetivo de criação do próprio emprego;
  • Disponibilização do CV em plataformas de emprego na internet;
  • Presença em entrevistas de emprego ou seleção;
  • Inscrição em empresas de recrutamento e seleção, empresas de trabalho temporário e agências privadas de RH.

Estando inscrito no centro de emprego, este tipo de ações são planeadas com o gestor de carreira.

Caso esteja a receber subsídio de desemprego a procura ativa de emprego é obrigatória, devendo demonstrar o seu cumprimento perante o serviço de emprego.

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Para o efeito, tenha um registo de todas as iniciativas e guarde a documentação comprovativa que resulta do envio de correio registado com aviso de receção, e-mails ou declarações passadas por entidades empregadoras onde marque presença, ou outras.

Importância do PPE

O Plano Pessoal de Emprego (PPE) é o conjunto de etapas necessárias à (re)integração do desempregado no mercado de trabalho, nomeadamente:

  • ações para obtenção de emprego;
  • exigências mínimas na procura ativa de emprego;
  • ações de acompanhamento e avaliação a desenvolver pelo serviço de emprego

Este plano pode ser desenvolvido de duas formas possíveis: conjuntamente com o técnico do IEFP, gestor de carreira ou de forma autónoma pelo próprio desempregado.

De forma autónoma

O PPE pode ser desenvolvido autonomamente, pelo próprio candidato a emprego, no caso de o mesmo ter feito a inscrição no IEFP online.

O mesmo deverá, posteriormente, ser validado pelos serviços.

Com a ajuda do gestor de carreira

Caso se inscreva presencialmente para emprego, será atendido por um técnico ou gestor de carreira, o qual fará um plano adequado ao seu perfil e objetivos, num trabalho realizado em conjunto.

Um plano aberto

Ao longo do percurso de inserção o PPE pode ser reformulado/reajustado, terminando quando o desempregado encontra emprego e/ou quando a inscrição no serviço de emprego é anulada.

Antes de começar há que analisar

Numa fase de preparação de regresso ao mercado de trabalho, perceber para onde quer ou pode ir, assim como o que precisa de fazer para o conseguir.

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Algumas questões iniciais a considerar:

  • Está disposto a fazer formação de modo a ganhar novas competências?
  • Deseja regressar de imediato ao mercado de trabalho, nas mesmas funções
  • Pretende mudar de área profissional?
  • Pretende elevar o seu nível de escolaridade?
  • Considera apostar num negócio próprio?

Há, pois, que começar por perceber qual o caminho a seguir e depois traçar uma estratégia para o alcançar. É por isso tão importante a criação do Plano Pessoal de Emprego, o qual deve incluir:

  • Ações para obtenção de emprego;
  • Exigências mínimas na procura ativa de emprego;
  • Ações de acompanhamento e avaliação a desenvolver pelo serviço de emprego.
É fundamental ter um bom plano pessoal de emprego para regressar ao mercado de trabalho

Crie o seu Plano Pessoal de Emprego em 6 passos

Antes de traçar um novo rumo, faça uma auto-avaliação e analise o que já fez, o que correu menos bem, o que gostaria de fazer e/ou mudar, assim como os seus verdadeiros talentos.

Este pode ser um passo crucial para transformar o desemprego numa oportunidade de fazer mais e melhor, e mesmo de conseguir ser mais feliz profissionalmente.

Aposte num CV adequado à área e funções a que se candidata. Há diferentes modelos e ferramentas online gratuitas que pode usar. Selecione a informação mais relevante e cuide, também do aspeto visual. Um CV apelativo, tem mais possibilidades de despertar o interesse e de ser visto pelo recrutador.

Ter presença no LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, também é importante, sobretudo em áreas mais relacionadas com tecnologias digitais. Caso deseje trabalhar em áreas artísticas, como design ou fotografia, por exemplo, é fundamental que crie um portfólio online. Assim, será mais fácil partilhar o link, e atualizar conteúdos.

Há situações em que é solicitada uma carta de apresentação. Aproveite para fazer uma breve apresentação de si, do seu percurso profissional e objetivos, assim como as razões pelas quais se candidata a determinada vaga.

A formação é sempre uma boa aposta para quem procura uma (nova) oportunidade no mercado de trabalho, numa altura em que a tecnologia se desenvolve a grande velocidade e as exigências de novas ferramentas e competências mudam a cada dia. Pode escolher um curso de formação do IEFP ou outros. Online já encontra uma vasta oferta disponível, parte dela gratuita.

Se beneficia de subsídio de desemprego, da Segurança Social, pode também aproveitar esta fase para aumentar o seu nível de qualificação, aprender um novo idioma ou experimentar novas áreas.

Encare a procura ativa de emprego e a estratégia do seu Plano Pessoal de Emprego de forma séria e cumpra, diariamente, os objetivos traçados.

Se pretende, realmente, trabalhar e em algo que goste e compense, reuna todos os esforços para levar esta “missão” de busca e preparação a bom porto. O sucesso do seu PPE depende, essencialmente, de si.

Cuidar da sua saúde, física e mental, é uma das prioridades da sua vida, esteja ou não a trabalhar. Porém, assume especial destaque numa fase de mudança.

Se se sentir bem, terá mais energia, mais criatividade, maior capacidade de concentração e trabalho, estará mais bem-disposto. Tudo isto, vai ajuda-lo a fazer mais e melhor e garantir os melhores resultados.

Faça exercício físico, alimenta-se bem, hidrate-se, tenha uma boa rotina de sono, passe tempo com quem mais gosta e faça algo que lhe dê prazer durante alguns minutos por dia. Crie rotinas e reserve tempo para tudo.

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Crie o seu próprio emprego

Se é uma pessoa com espirito empreendedor, esta pode ser a oportunidade de dar forma a uma ideia e aventurar-se a criar o seu próprio negócio. Esse pode muito bem ser o objetivo do seu Plano Pessoal de Emprego. Se estiver a receber apoio da Segurança Social tanto melhor.

Depois de desenvolver o seu plano de negócio, caso o mesmo seja validado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, tem a possibilidade de pedir o subsídio de desemprego num montante único e criar o seu próprio posto de trabalho.

Penalizações de não cumprimento

Não cumprir o que está definido no Plano Pessoal de Emprego (PPE) pode acarretar penalizações, considerando que para o efeito está inscrito no IEFP.

A inscrição para emprego implica o cumprimento de um conjunto de direitos e deveres do candidato, bem como as respetivas sanções. No mínimo, o incumprimento pode levar à anulação da inscrição para emprego.

Já no caso dos desempregados que estejam a receber subsídio, não cumprir regras ou deveres pode implicar a anulação das prestações.

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